segunda-feira, 13 de maio de 2013

OS FILHOS DE ISRAEL



Sempre aprendemos que o povo de Israel era considerado por Jeová um povo rebelde, mas por que motivo?
Segundo a bíblia no velho testamento Deus foi o criador de todos os seres vivente e as demais coisas existentes no planeta.
Eu sou eletrotécnico e já criei alguns projetos eletrônicos e os fiz funcionar, bem sendo eu o criador tenho a obrigação de conhecer tudo sobre o equipamento que criei; suas capacidades e falhas, e até mesmo o seu tempo de durabilidade, também como o inventor do projeto tenho a liberdade de testá-lo alem dos seus limites, ou até mesmo destruí-lo.
Os descendentes de Jacó não foram para o Egito por acaso, mas Jeová já havia dito para Abraão o que iria acontecer com eles no futuro. Genesis 15 : 13  Nessa hora o Senhor disse a Abraão: “Saiba que os seus descendentes terão de viver em uma terra estrangeira. Lá eles serão tratados como escravos , e terão muito sofrimento, por 400 anos.
Sendo este povo protegido de Jeová quais seriam os motivos de se tornarem escravos de estrangeiros, em uma nação que era inimiga Dele porque adoravam a deuses, e ídolos, e praticavam magia negra.
Sabemos que Ele tem autonomia para fazer o que quer seja com quem for, porque em tudo Deus tem um propósito seja bom ou aparentemente ruim para nós, mas o tempo que sofreram em terras estrangeiras já estava previsto por Jeová Genesis 15 :15 Depois de quatro gerações, os seus descendentes voltarão para cá. Porque será naquela ocasião que a maldade dos povos amorreus que vivem aqui vai estar pronta para o castigo total!  Por enquanto, a maldade deles é tolerável.
O que podemos entender é que Jeová deixou o seu povo escravizado todo este tempo para que os pecados dos amorreus chegassem ao seu limite, então destruiria a todos, e as terras ficariam a disposição dos filhos de Israel.
A LIBERTAÇÃO.
Então surgiu Moises o escolhido de Deus, o filho de uma hebréia, o menino que havia sido colocado em um cesto de junco e posto as margem do rio Nilo para escapar da morte, mas Jeová tinha um plano na vida daquele menino.
Então Moises cresce no reino de Faraó, e ao se tornar adulto Jeová o intima para que seja ele o homem que libertará os filhos de Israel das mãos de Faraó.
Depois de muitas conversas de Moises com faraó e pragas que Jeová lançava contra aquela nação finalmente chega o dia da saída do Egito para o terrível deserto.
Sempre julgamos o povo hebreu como um povo rebelde, mas não é bem assim.
Vivemos no conforto de nossas casas mesmo assim ainda não temos total confiança nas promessas de Deus, agora imagine no meio de um deserto, um povo que estava esquecido por quatro séculos trabalhando como escravos, e mesmo que eles clamassem por Jeová nada Ele poderia fazer; porque era preciso completar o tempo que Ele havia dito ao seu servo Abraão, era o tempo que os pecados dos amorreus estourariam a paciência Dele, então seria o fim dos amorreus.
Sabemos que aquele povo pôde ver com seus próprios olhos as maravilhas que Jeová fez, apesar de serem guiados pelo Espírito de Deus havia a falta de confiança, uma coisa é alguns homens caminharem em um deserto, agora mulheres crianças idosos, enfermos, a fome a falta de medicamentos, a ansiedade de chegar ao fim da viagem, a expectativa de alcançar uma terra que para tomar posse dependia do pecado de uma nação inimiga de Jeová, enquanto o pecado dos amorreus não chegasse ao limite de Jeová o povo continuava no deserto.
A desobediência, a idolatria e a falta de fé, murmuração essa foi á razão pela quais poucos Herdaram a terra prometida.
A vida do povo no deserto não era tão fácil como pregamos afirmando que eles eram rebeldes, e que duvidavam das promessas de Jeová.
SOMOS FALHOS.
 Pedro amava a Jesus, talvez o mais próximo Dele, mesmo assim naquele momento ele afirma não conhecer o seu melhor amigo. João 18  : 16 – 17 Enquanto Pedro ficou do lado de fora do portão. Então o outro discípulo falou com a moça que tomava conta do portão, e ela deixou Pedro entrar. A moça perguntou a Pedro: “O senhor não é um dos seguidores de Jesus?” Então “neste momento Pedro que tanto amava a Jesus disse a moça: eu não o conheço”. Pedro estava perturbado, o medo o dominava, o seu melhor amigo estava a caminho da morte, ele temia em perder a sua vida, naquele momento para ele tudo estava acabado, mas este é o comportamento de todo cristão quando esta no deserto do sofrimento.
Não mudamos nada, basta um pequeno problema e passamos a agir como o povo no deserto, somos tão falhos quanto eles, somos idolatras falsos, mentirosos, só cremos naquilo que podemos tocar.
Não caminhamos mais no deserto, mais vivemos em um mundo pior que o deserto cheio de pecados, de desejos maliciosos, desejos de possuir mais e mais coisas materiais.
 A humanidade carrega dentro do peito um coração vazio semelhante a um deserto onde falta tudo, a paz, o amor, a honestidade, o temor a Deus, o desprezo pelo sangue que Jesus derramou na cruz, a falta de confiança nas promessas de Jesus.
O mesmo Deus que conduziu os Hebreus no deserto, hoje nos conduz. A água que Cristo os deu no deserto hoje bebemos da mesma, o pão de Deus que os alimentou nós também estamos comendo, Cristo estava com eles e esta conosco também.
Eles caminhavam em direção a terra prometida, mas se perderam porque o pecado os deixou cegos, mesmo assim pela misericórdia de Deus chegaram lá.
Nós também caminhamos em um mundo cheio de pecados e desejos pecaminosos, caminhamos em direção a terra prometida, mas não somos mais escravos do pecado, e nem  da idolatria, porque fomos livres.
 A geração que saiu do Egito poucos entrou na terra prometida; muitos morreram por terem desafiado o poder de Jeová, mas nós fomos eleitos pelo próprio Deus, somos herdeiro de toda a sua riqueza. I Pedro 2 : 9 – 10 Mas vocês não são assim, pois foram escolhidos pelo próprio Deus - vocês são sacerdotes do Rei,  são santos e puros, pertencem ao próprio Deus - tudo isto para que vocês possam mostrar a outros como Deus os chamou da escuridão para a sua maravilhosa  luz.
Ele nos deu a água da vida, nos alimenta com a sua palavra, o Espírito Santo nos acompanha o tempo todo.
Podemos até dizer que o povo Hebreu era desobediente, apesar de serem testemunhas oculares dos grandes milagres feitos por Deus, mas ainda que Deus faça grandes milagres diante dos nossos olhos na hora da fome, e da sede dependendo do momento sempre iremos murmurar, sempre iremos duvidar da Sua ação.
Podemos até ensinar nos templos que temos total confiança, mas na pratica falhamos, estamos acostumados a confiar no conforto do nosso lar, no dinheiro, nas facilidades de locomover.
Quando nós temos todo o tipo de suporte como financeiro, medico, transporte, teto, temos a  facilidade de  dar bons testemunhos, mas quando caímos no deserto passamos a viver a realidade da vida de um verdadeiro cristão.
O povo quando saíu do Egito muitos já não conhecia mais a Jeová, foram 400 anos, muitos já estavam acostumados com as religiões egípcias.
O ser humano age da seguinte forma, enquanto Deus esta respondendo as suas orações o homem é fiel com Ele, mas quando Deus não responde da maneira que desejamos muitos caem em pecado então Deus deixa de responder definitivamente até que confessemos a Ele o pecado que cometemos, mas muitos acabam procurando outras crenças, mas não pedem perdão, preferem servir a ídolos, a deuses, ou mesmo adorar o próprio homem.
Para alcançar a terra prometida foi preciso vencer o deserto, mas para alcançar a vida eterna com Cristo é preciso aceita-lo como Senhor da nossa vida, e derrubar as muralhas que o mundo construiu para impedir que sigamos até o fim.

Editado por Jose Simião.
13/05/2013