sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DEMOCRACIA, OU VIOLÊNCIA?



O mau uso da língua pode trazer desgraças, mas os que têm controle dela; têm uma vida de paz. O homem tolo para se tornar popular, faz grande agito e rebeliões, mas o homem sábio em suas palavras semeia a paz e ganha a confiança de seus ouvintes.
Tiago 3 : 2 – 10
Se alguém pode dominar a sua língua, isso prova que ele tem perfeito domínio sobre si próprio em tudo o mais.
Podemos fazer com que um cavalo grande se volte, e vá para onde quisermos, por meio de um pequeno freio em sua boca. E um leme minúsculo faz com que um enorme navio se volte para qualquer lado que o piloto queira que ele vá, mesmo que os ventos sejam fortes.
Assim também a língua é uma coisa pequena, mas que prejuízo imenso pode provocar! Uma grande floresta pode incendiar-se por meio de uma centelha pequenina. E a língua é uma chama de fogo. Está cheia de maldade e envenena todos os membros do corpo. E é o próprio inferno que ateia fogo à língua, que pode transformar toda a nossa vida numa chama ardente de destruição e desastre.
O homem tem domesticado, ou podem domesticar qualquer espécie de animal ou ave que tem vida, e qualquer espécie de serpente e de peixe, mas nenhum ser humano pode domar a língua. Ela está sempre pronta a expelir seu veneno mortífero.
Umas vezes, a língua dá louvores ao nosso Pai celestial,  e outras ela rompe em maldições contra os homens que são feitos à  semelhança de Deus.
Eu não sou bilaquense, mas voto nesta cidade, mas para falar a verdade de todas as cidades que morei no Brasil essa é a melhor que encontrei, Bilac é uma cidade calma onde todos se conhecem, poderíamos dizer que Bilac não é apenas uma cidade e sim; uma grande casa onde mora uma grande família.
Quando uma família entra em contenda é o fim do lar, somos livres para tomar as nossas decisões, não é com violência que vamos educar os nossos filhos, não é com violência que o meu amigo ou vizinho vai mudar de partido, pelo contrario quando agimos com violência; estamos apenas mostrando realmente o quem somos.
Os nossos filhos e netos estão sendo educados a não respeitar a decisão dos outros, nas escolas as crianças ofendem aos colegas por causa desta porcaria de política.
Brigas de socos e ponta pés, faca, facão, canivetes, menores alcoolizados portando armas, tudo isso para dar ibope para seus candidatos.
Pessoas que brigam não pelo bem da cidade, mas para defender seus candidatos, para satisfazerem o seu ego, sabemos que nunca vai existir um prefeito perfeito que satisfaça 100% a população, de uma coisa eu tenho certeza aqui não brigam pelo bem estar do povo, mas brigam por ter prazer de humilhar aos amigos, ridicularizar famílias,  bares e lanchonetes que só podem frequentar  partido A ou B, vizinhos que provocam o outro, se você e de outra cidade e tem um carro amarelo ou azul não pode parar em bares ou posto onde se reúne os eleitores, o carro pode ser riscado, ou pneus furado,  isso não é democracia e sim ditadura.
Eu nunca vi tanto ódio nas pessoas como tenho visto no povo  nos dias de campanhas eleitorais, eu pergunto o que ganhamos com isso, será que se durante essas campanhas alguém cometer um crime estes candidatos pagaram advogados para defender o criminoso, ou a vitima? Será que eles vão sustentar a família de quem perder o pai nestas guerras? Ou se um de nossos filhos sofrerem um acidente e ficar paraplégico durante estas chamadas carreatas que invadem as ruas com gestos obscenos, e palavrões, quem irá proteger a nossa família? O mais triste é quando alguém comete um crime para defender o seu candidato a Justiça não o considera como um herói, e sim como um arruaceiro, criminoso.
Precisamos mudar o nosso conceito a respeito da política, devemos entender que precisamos viver em paz, educar os nossos filhos não dando a eles a impressão que para eleger um candidato que uma parte dos eleitores acredita ser o melhor, é preciso agir com violência.
Eu não sei até que ponto certos candidatos e eleitores vêem os ensinamentos de Jesus, quando Ele fala a respeito do amor ao próximo, é muito triste nos dias de campanhas política ouvirem de amigos e vizinhos; ofensas verbais, gestos obscenos, como se a amizade não tivesse nenhum valor, como se os candidatos que pretendemos eleger fossem transformar a cidade em um paraíso.
Os generais montam suas estratégias de guerra, mas quem luta e morre são os soldados, os generais continuam sentados em suas cadeiras, e os pais dos saldados choram pela perda do filho, que muitas vezes lutaram para satisfazer à ambição dos poderosos.
Eu espero que nas próximas eleições cada candidato de ambos os partidos permitam que Deus esteja ao seu lado na hora em que forem abrir a boca, que possamos ouvir boas propostas e não ofensas aos adversários, e que nós os eleitores deixemos – nos de ser escudo de faca, facão, revolver, porretes para defender os nossos candidatos.
Uma grande tragédia pode vir a acontecer se não passarmos a respeitar o direito de cada um como cidadão livre.

Editado por José Simião.
12/10/2012