domingo, 4 de dezembro de 2011

UMA PROVA DE AMOR E OBEDIÊNCIA.



Gênesis 12 : 1-20
Obedecer é uma norma que a maioria dos seres humanos não gosta de cumprir, ser mandado por alguém incomoda muito, principalmente quando as ordens parecem absurdas.
Imagine sendo um homem com a vida financeira equilibrada tendo apoio de todos os seus parentes, ele sabe que se ficar doente ali está os seus parentes para socorrê-lo. Então aparece alguém e diz, pegue tudo o que você tem e saia do meio dos seus parentes, e comece a caminhar em busca de uma região que eu irei mostrar-te. O maior problema é que ele não conhece a tal terra prometida a qual segundo a promessa ele e seus descendentes serão abençoados.
Isso parece loucura, alguém que está bem estruturado em um determinado lugar, confiar em promessas e trocar o certo pelo duvidoso, colocar a sua própria vida em risco passar a viver a vida de um aventureiro, uma atitude dessa só toma quem é louco ou confia excessivamente em alguém que ele conheça como um verdadeiro amigo.
Veja a confiança que Abraão tinha no Senhor nosso Deus, não somente ele, mas com ele estava a sua esposa Sara e seu sobrinho Ló e família e todo o seu patrimônio como animais e empregados. Poderíamos dizer nos dias de hoje um verdadeiro tiro no escuro, ou total confiança.
Para nós seria uma atitude louca, mas Abrão era um servo do Deus vivo.
Ele largou todo o conforto que podia encontrar no meio de seus parentes e obedeceu a ordem do nosso Deus. Agora a troco de que ele fez isso? somente para tomar posse de uma terra se ele nem precisava disso.  Ele caminhou por vilas e aldeias, regiões desertas e países estrangeiros, enfrentaram guerras ladrões, ele colocou a sua vida e de sua esposa em risco, mas ele sabia que Deus estava com ele e por ser um servo fiel tinha a certeza que seria sempre vitorioso.
Mas Abraão não era um homem completamente feliz, segundo a bíblia a sua esposa  apesar da idade era muito bonita, mas  Sara não podia  realizar o maior sonho de  Abrão dar-lhe filhos e de preferência do sexo masculino, porque naquela época as mulheres não tinham muito  valor para um pai de família, a maior honra para um homem era ter filhos homens. Gênesis 16:15-16
Abraão teve um filho com sua empregado, naquela época isso era normal e o nome deste filho era Ismael, filho de Abraão com sua empregada Hagar, Gênesis 16 : 1-12 Por estar grávida de Abrão Hagar fica orgulhosa e começa a desprezar a Sara sua patroa porque esperava um filho de seu esposo,  sara sentiu-se humilhada e isso também não agradou ao Senhor, mas logo o Senhor abençou a Sara e ela teve o filho de Abraão. Eles colocaram o nome do menino Isaque segundo a ordem do Senhor Deus. e este filho lhe tornou uma mulher muito Feliz por ser mãe mesmo sendo estéril  e já com a idade avançada.  Com o nascimento de Isaque Ismael já não era importante para Sara, na verdade Sara deixou a sua escrava Hagar engravidar-se de seu marido somente para faze-lo feliz.  Para nós seria discriminação porque Sara mandou Abraão expulsar a sua empregada e o filho Ismael somente porque Ismael zombou de Isaque o filho prometido Gênesis 21 : 8-18 Mas o próprio Deus aprovou esta atitude de sara, sabem porque? Deus tinha um plano para a vida de Isaque.  Ismael não faria parte da tribo de Israel porque não era o filho do Seu servo Abraão. Os descendentes de Ismael são inimigos dos descendentes de Isaque até nos dias de hoje por causa deste acontecimento, o desejo de Sara fazer Abrão feliz.
Os descendentes de Ismael são os palestinos e os descendentes de Isaque  são os  Israelitas ele se tornaram inimigos  porque Ismael não herdou parte das terras do seu pai Abraão.  
 Para Deus não importa quem você é, o que vale são os planos Dele. Os planos de Deus eram para Isaque e não para Ismael. Ismael era um filho gerado no ventre de uma escrava somente para satisfazer o desejo de Sara; ver o seu marido feliz tornar o seu marido um pai era o maior sonho de Sara.  Isaque era muito precioso na vida de Abraão. Isaque era uma jóia rara para o seu pai, Abraão era um homem feliz por ter realizado o seu maior sonho, ser pai ter um herdeiro. Deus sabia que Abraão o amava muito. Mas Deus queria fazer um teste com o Seu servo algo que fosse muito forte, algo que lhe deixasse quase sem saída, Deus queria tocar no bem mais precioso que seu servo tinha, o seu filho Isaque. Então Deus pede ao Seu servo Abraão para oferecer o seu filho Isaque como se fosse um cordeiro, Abraão teria de matar o seu filho colocá-lo em altar e depois queimá-lo para agradar a Deus.
Mas Abraão confiava fielmente no Senhor ele estava disposto a obedecer a Deus, Mas ele sabia que Deus não o deixaria matar o seu filho, apesar de ter tamanha fé ele estava disposto a cumprir a ordem de Deus.
O mais interessante é que Jesus carregou a sua própria cruz, Isaque também carregou a  lenha a qual seria usada para queima-lo. Mas Deus vendo o coração do Seu servo interrompeu o sacrifício. Deus não deixaria de forma alguma Abraão matar o seu filho, mas Deus queria ver até onde Abraão confiava Nele.
Quando temos alguém que consideramos como amigo precisamos saber ate que ponto podemos depositar confiança nele.

UMA MISSÃO QUASE IMPOSSIVEL

Pregar a fé vivida pelos outro é fácil, mas colocar em pratica é complicado, falar de fé com a mesa farta, liderando um grande templo, com os bolsos cheios é moleza.
Quando estamos protegidos da tempestade, dizemos a quem esta na chuva: é somente uma garoa.
Quem está de estômago cheio diz ao irmão faminto: nem só de pão vive o homem, viver pela fé é contar somente com Deus e nada mais.
Jesus não estava dizendo que o homem não precisa comer, e sim que além de comer o alimento para o corpo precisamos do alimento espiritual para nos fortalecer.
Viver pela fé na prática é uma atitude desconhecida nos dias de hoje, pregadores da fé existem muitos, mas não sabem o que é viver pela fé.
Ultimamente a palavra fé tem sido usada pelos grandes pregadores apenas para manter seus templos cheios, É a doutrina da fé das coisas materiais e não da obediência a Deus, quem não obedece não vive pela fé.
Quem vive pela fé não fica cobrando a Deus o que pediu uma vez, quando ficamos cobrando o que já pedimos ao Senhor a fé já deixa de existir, devemos somente agradecer e crer que receberemos, ou então estamos considerando o Senhor como um Deus do esquecimento;  caduco.
Viver pela fé é manter uma vida espiritual em ri timo crescente, e não estacionária quanto mais comunhão obtermos maior será a nossa fé.
Deus quer que todos os Seus filhos estejam bem, mas para um pai não é motivo de honra ter um filho que só busca coisas de seu interesse. Um pai carnal quer que seus filhos participem dos seus planos, Deus também quer isso de nós, participação e obediência a chave do sucesso do cristão, é impossível ter fé sem obedecer.
Que alegria tem um pai que seus filhos vivam em seu lar, mas continuam na desobediência? São baderneiros e desonram o nome do pai.
Aquele que tem fé anda segundo a vontade de Deus, cumpre as ordens do Pai, Abraão foi abençoado porque fazia o que Deus mandava.

DEUS É O SENHOR E NÃO O SERVO.

Hoje somos instruídos pelos apóstolos, e outros a determinar o que Deus deve fazer e ainda temos a ousadia de falar e temos a certeza que Ele vai nos obedecer, isso não é fé e sim arrogância. Deus nos disse Jeremias 33:3 clama a Mim e Eu responderei, e não mande que eu obedeça.
 Devemos nos lembrar que Deus é o Senhor e o Senhor é quem determina o que dará para o Seu servo. Deus determinou o que Abraão deveria fazer, por isso foi abençoado e considerado amigo de Deus.
O empregado que é amigo do patrão tem tudo que necessita dele, ele passa a tratá-lo como filho porque pode contar com ele, são amigos. E nós como enxergamos o nosso Deus, só como patrão ou podemos dizer que temos certeza que Ele nos considera como Seus amigos.

A FÉ SEM O CONHECIMENTO DA PALAVRA É UMA FÉ CEGA.

Como podemos crer ou depositar a nossa fé no que está escrito em um contrato se antes ler o que diz, não pode confiar na leitura dos outros, existem pequenas clausulas que não cumpridas podem nos deixar decepcionado.
Nós não podemos obter a fé sem conhecer a palavra, é através da leitura palavra que a fé cresce em nossos corações. É preciso saber quem é Deus, e quais são os seus planos para cada um de nós, você pode ter fé que vai obter algo, mas se o que você pediu não estiver nos planos de Deus a suas orações e sua fé foi em vão.
Tudo que pedimos tem que ser para honra e a glória de Deus.
Quando Deus é glorificado Ele responde, e o fruto da resposta são as bênçãos e o crescimento da nossa fé. Muitas orações são feitas somente com o objetivo de satisfazerem os nossos desejos então a fé desaparece Quando alguém busca  mais conhecimento da palavra a fé cresce rapidamente e quando oramos Deus responde.

Editado por José simião.
04/12/2011



Entendendo o Conflito na Palestina

Para entender-se o conflito que se abate entre os palestinos é preciso consultar-se a Bíblia. O único livro que nos põe a par do problema desde os primórdios. Deste modo, vamos discorrer na Palavra Revelada de Deus, buscando o entendimento para este problema que aflige Árabes e Judeus de igual modo. O relato à luz da Bíblia, remonta ao Patriarca Abrão e a seus descendentes. Veremos então como as coisas aconteceram e por que continuam acontecendo:

1. Deus planejou constituir um povo para que pudesse colocar em prática o seu projeto de salvação. .

2. Chama Abrão e promete-lhe que seria pai de uma grande nação e que todas as famílias da terra seriam benditas nele (porque da descendência de Abraão viria Jesus).(Gênesis 12:1-3)

3. Abrão creu e saiu do meio de sua parentela e foi para a terra de Canaã, levando consigo Sarai sua esposa, Ló seu sobrinho e outras pessoas que conviviam com ele em Harã. (Gênesis 12:5).

4. Abrão tinha 75 anos quando foi para Canaã. Deus lhe aparece e lhe diz que daria a sua descendência aquela terra (Canaã). (Gênesis 12:7).

5. Há uma grande fome em Canaã e Abrão desce para o Egito. (Gênesis 12:10).

6. Sarai sua esposa era muito bonita e Abrão ficou com medo de perdê-la e ser morto pelos Egípcios. Combinam que diria que ela era sua irmã. Aconteceu tudo como Abrão previu. Acharam-na bonita e levaram-no para a casa de Faraó. Abrão recebe muitas benesses por parte do Faraó, mas Deus castiga o Egito com pragas por causa de Sarai. Deus não permitiu que ela fosse possuída pelo Faraó (Gênesis 12:14-20).

7. Abrão sai do Egito e vai para o NEGUEBE já muito rico com prata, ouro e gado. (Gênesis 13:1).

8. Abrão se separa de Ló e Deus lhe aparece outra vez e lhe promete novamente a terra de Canaã, dizendo-lhe que lhe daria para sempre a ele e a sua descendência (Gênesis 13:14-18). Do lugar em que Abrão estava Deus disse: olha para o norte, sul, oriente e ocidente, onde teus olhos alcançar será tua terra.

Essa promessa de DEUS se constitui na RESPOSTA à pergunta que muitos fazem: DE QUEM É A TERRA DE CANAÃ? Resposta: de ABRÃO e de sua DESCENDÊNCIA. 

9. Em Gênesis 15:1, Deus fala em visão a Abrão e lhe diz que Ele é o seu escudo e que Abrão teria um grande galardão. Abrão fica preocupado e pergunta para Deus como isso poderá acontecer se ele não tem filhos e apenas um servo. Deus diz que seu herdeiro será um que virá dele mesmo (15:2-4).

10. Deus faz aliança com Abrão como o penhor de suas promessas e lhe fala do cativeiro no Egito por 400 anos (Gênesis 15). Mais uma vez Deus diz a Abrâo: -  "À tua descendência dei esta terra, desde o Rio do Egito até ao grande Rio Eufrates e as terras do queneu, do quenezeu, do cadmoneu, do heteu, do ferezeu, dos refains, do amorreu, do cananeu, do girgaseu e do jebuseu. (15:18-21).

11. Sarai não concebia filhos porque era estéril. Conversou com Abrão e lhe ofereceu a sua serva Egípcia por nome Agar para que deitasse-se com ela e dela nascesse-lhe filhos que se constituíssem em sua descendência. Já haviam passado 10 anos desde que estavam em Canaã e Sarai não dava filhos a Abrão. Faltou-lhe paciência e pelo fato de que ainda não conhecia a Deus em sua plenitude, tentou ajudar ao Senhor no cumprimento de sua promessa de descendência a Abrão. (Gênesis 16:1-3).

12. Quando Agar ficou grávida passou a desprezar a sua senhora. Sarai se queixa para Abrão que parecendo crer mesmo que de Sarai haveria de vir o seu herdeiro, diz-lhe que devia proceder como quisesse com relação a sua serva. Sarai então, humilhou a Agar e ela foge para o deserto. O anjo do Senhor a encontra, diz-lhe que deve se humilhar diante de Sarai, voltar para ela, e que faria de sua descendência um grande povo. Disse-lhe mais, que daria à luz um filho que deveria ser chamado de ISMAEL, porque o Senhor a acudiu em sua aflição. "ELE SERÁ, ENTRE OS HOMENS, COMO UM JUMENTO SELVAGEM; A SUA MÃO SERÁ CONTRA TODOS, E A MÃO DE TODOS, CONTRA ELE; E HABITARÁ FRONTEIRO A TODOS OS SEUS IRMÃOS" (Gênesis 16:7-12). Portanto o conflito tem sido fruto desta profecia, entre os descendentes de Abrão com Sarai e os descendentes de Abrão com Agar. Está explicito literalmente.. 

13. Nasceu Ismael quando Abrão tinha 86 anos. (16:15-17). Ismael é o patriarca dos Palestinos. Exceção feita aos Egípcios dos quais Ismael é descendente por parte de Agar sua mãe. E todos descendentes de Ismael e descendentes de Isaque (filho de Abrão com Sarai) sempre estiveram bem próximos uns dos outros.

14. Mais uma  vez Deus aparece a Abraão confirmando as promessas, mudando-lhe o nome para ABRAÃO. "DAR-TE-EI E À TUA DESCENDÊNCIA A TERRA DAS TUAS PEREGRINAÇÕES, TODA A TERRA DE CANAÃ, EM POSSESSÃO PERPÉTUA, E SEREI O SEU DEUS (Gênesis 17:1-8).

Novamente a pergunta: De quem é a terra de Canaã? Da descendência de Abraão com Sarai por possessão eterna.  

15. Quando Abraão tinha 100 anos e Sarai 90 anos, Deus lhes aparece outra vez. Confirma as promessas. Muda o nome de Sarai para Sara. Ordena que o descendente de Abraão com Sara se chame Isaque. (17:15-19). 

16. Abraão mais uma vez imagina que seu descendente é Ismael. (17:18). Deus responde-lhe em 17:21, primeiro falando sobre Ismael e em seguida sobre Isaque: - "QUANTO A ISMAEL, EU TE OUVI: ABENÇOÁ-LO-EI, FA-LO-EI FECUNDO E O MULTIPLICAREI EXTRAORDINARIAMENTE; GERARÁ DOZE PRÍNCIPES, E DELE FAREI UMA GRANDE NAÇÃO. A MINHA ALIANÇA, POREM, ESTABE-CÊ-LA-EI  COM ISAQUE, O QUAL SARA TE DARÁ À LUZ, NESTE MESMO TEMPO, DAQUI A UM ANO". (17:20-21).     

17. Esclarecido por Deus a confusão que Abraão fazia por causa de Ismael, deixou claro que a terra de Canaã era de Abraão, Isaque e sua descendência e não de Ismael, seus doze príncipes e seus descendentes. Ismael tinha promessas e bênçãos de Deus, mas Canaã foi dada a Isaque por possessão eterna como já vimos e mais uma vez Deus deixou claro.

18. A partir daí, as coisas transcorrem na mesma direção e propósito que Deus apontara. Isaque nasce (Gênesis 21:1-7). Abraão rejeita Agar e seu filho por causa de Isaque (21:9-10). Deus fala com Abraão que ficou mui penoso com relação a Ismael (21:11). Deus conforta-lhe e mais uma vez diz-lhe que Isaque será chamado a sua descendência. (verso 12). Mas Ismael será uma grande nação, por ser teu descendente (verso 13). 

19. Agar, foge para o deserto com  o seu filho e ali ela o vê chorando de sede. Deus ouve a voz do menino e mostra água a Agar e mais uma vez diz-lhe que dele (Ismael) fará um grande povo (verso 18).

20. Mais tarde Ismael casou-se com uma Egípcia e habitou no deserto de Parã (verso 22 e 23).

21. Bem, até aí temos as origens dos dois povos. Do povo Hebreu, hoje Israel descendentes de Isaque e do povo Palestino descendente de Ismael. É interessante notar que da descendência de Isaque, nasceu Jacó que mais tarde Deus mudou o nome para Israel e este teve muitos filhos dos quais doze filhos se constituíram nas 12 tribos de Israel. Igualmente a Ismael que descendeu 12 tribos também conforme já vimos.

22. Todo o conflito milenar de Israel e os Árabes tem suas raízes nos relatos bíblicos acima exarados. E em poucas palavras diríamos que toda a contenda está no revanchismo entre as partes desde os primórdios entre o filho do casal Abraão e Sara e o bastardo filho de Abraão e a escrava Egípcia Agar. Conflito este, sempre alimentado pela rivalidade dos ascendentes. Um, filho das promessas de Deus. O outro, filho da ajuda que Sara quis dar a Deus, no cumprimento das promessas que fez a Abraão.

23. Apesar desta confusão que Sara aprontou dando sua escrava como mulher a Abraão, Deus honrou ambos filhos de Abraão, mas somente Isaque foi o herdeiro legítimo das bênçãos de Deus prometidas a Abraão.  Deus escolheu Abraão, chamou-o e criou condições favoráveis para a existência de seu povo. 

24. À luz da Bíblia, esclarecido está a questão do direito da terra de Canaã que foi dada por Deus. No entanto, durante o cativeiro no Egito outros povos tomaram posse das terras. Quando o povo hebreu saiu do Egito teve que retomar as suas terras. Tendo as retomado pelo direito que lhes cabia segundo as promessas e a posse anterior que tiveram de Canaã, antes que a fome se abatesse e que eles se refugiassem no Egito.

25. No Egito, o patriarca José, filho de Jacó, neto de Isaque e bisneto de Abraão era governador e o Faraó abriu as portas para a família de Jacó dando-lhes boas terras etc.

No decorrer dos anos muita coisa aconteceu. O povo hebreu foi escravo no Egito por 400 anos. Estiveram também mais tarde no cativeiro Assírio. E outro tanto no Cativeiro Babilônico, sob o reinado de Ciro. 
As doze tribos iniciais foram sendo extintas por causa destes cativeiros. Das doze restaram as  tribos de Judá e de Benjamim que se mantiveram tementes e obedientes e fiéis a Deus, com o nome de tribo de Judá. Daí o nome do povo Judeu ou povo de Israel. 
 Durante o cativeiro Babilônico Neemias e Esdras (hebreus cativos) tiveram notícias de Canaã e de sua decadência. O povo hebreu que restou remanescentes da tomada da Palestina pelo Império Babilônico estava se misturando com outros povos vizinhos. Os muros de Jerusalém estavam destruídos etc.
 O Rei Ciro, permite a volta de Neemias para reconstrução de Jerusalém e mais tarde Esdras, para a reconstrução dos padrões morais e religiosos voltados para Deus.
 Deste modo tivemos o retorno do povo hebreu para a Palestina. Seguiu-se o Império Romano, durante o qual Deus deu seu Filho Jesus ao mundo como Senhor e Salvador, cumprido-se todas as promessas anteriormente feitas através dos profetas e do próprio Deus pessoalmente, quando disse, que da mulher que foi tentada por Satanás no Éden viria um que esmagaria a cabeça da Serpente, (Satanás). Jesus o Filho, de Davi, Raiz ou descendente, neto de Jessé. Também chamado Filho de Abraão. Em Jesus, cumpre-se então o plano de salvação da humanidade projetado por Deus.    
 Durante o ministério de Jesus ele profetizou que o Templo seria destruído e não ficaria pedra por pedra que não fosse retirada. Esta profecia se cumpriu no Ano 70 de nossa era, quando o General Tito do Império Romano invadiu e conquistou Jerusalém, destruindo totalmente o templo e suas fundações por acreditar que havia ouro escondido.
 O povo hebreu foi novamente disperso mundo a fora e se espalhou por toda a terra. Principalmente na Europa.
 Durante a Segunda Guerra, Hitler tentou exterminar o povo hebreu matando cerca de seis milhões. Mas, a guerra acabou e o povo foi mais uma vez salvo. 
 Outros povos contemporâneos de Israel já foram extintos a séculos. Mas, Israel povo escolhido por Deus segundo as promessas feitas a Abraão permanece. 
 O povo que se achava disperso pelo mundo todo enriquecia-se a cada dia. Eram grandes negociantes e contavam com grande sabedoria na administração de seus negócios. A maioria das pessoas entre os mais ricos do mundo são judeus. 
 A terra de Canaã estava em poder dos palestinos. Lembrando que os descendentes de Ismael ficariam próximos dos descendentes de Isaque. Pois bem, agora eles estavam na posse das terras.
 O povo hebreu começou a voltar com grandes somas de dinheiro e começou a rever suas terras novamente, não mais conquistando pela guerra mas comprando com dinheiro e assim compraram quase tudo o que possuíam anteriormente.
 Em 1948, em uma sessão solene da ONU, criou-se o Estado de Israel porque eles já tinham toda a posse de suas terras e não estavam extintos como se imaginava antes, mas estavam unidos e procuravam cultivar os seus costumes e a sua religiosidade. Cumpriu-se então a profecia de Isaías em que Deus perguntou ao profeta: Pode nascer uma nação em um dia?. O que ao homem parecia impossível para Deus não. Uma nação leva centenas de anos para se organizar politicamente e ser reconhecida pelo mundo. Israel depois de mais de 900 anos disperso se reconstitui e nasce realmente em um dia como nação (Isaías 66:8). 
Milhares e milhares de Judeus voltaram do exílio. Israel cresceu. Precisou combater muitas vezes com seus inimigos (descendentes de Ismael). Ganhou a guerra de seis dias e conquistou mais terras que anteriormente eram suas.
Hoje, o conflito é em torno destas conquistas de Israel. E remanescentes do povo Palestino cujas terras não foram adquiridas e estão dentre do Estado de Israel. Por exemplo: há uma Mesquita Mulçumana no lugar onde havia o Templo de Jerusalém. Aquele que foi destruído pelo General Tito. E tudo isso é polêmico e motivo de discórdia, ódio, terrorismo, ataques e falta de paz etc.

A TERRA QUE MANA LEITE E MEL 

Segundo o relato de Êxodo 3:8, 17; 13:5; 33:3. Levítico 20:17 e inúmeros outros do Antigo Testamento apontam para uma terra que mana leite e mel.
Quando Moisés estava voltando do cativeiro Egípcio com o povo, enviou espias para verificarem como era a terra prometida. A terra de Canaã. A terra que mana leite e mel. Disse Moisés: -"Subi ao Neguebe e penetrai nas montanhas. Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco? ...se poucos ou muitos? . ...se a terra que habitam é boa ou má? ... como são as cidades que habitam? ...se em arraiais, se em fortalezas? ...qual é a terra se fértil ou estéril? ... se há matas ou não? 
 Depois de 40 dias os espiais voltam trazendo frutos da terra: romãs, figos e um cacho de uva que precisou dois homens para carregá-lo suspenso numa vara.
 Moisés reúne a congregação do povo de Israel e os espias dão o seguinte relato: -"Fomos à terra que nos enviastes; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela". Este foi o testemunho dos espias.
A terra realmente manava leite e mel. É claro que aí está inserida uma meia metáfora se é que se pode dizer isto, porque aos frutos da terra e a sua fertilidade atribuiu-se dizer que era leite e mel. Mas, lembremo-nos do gado que Abraão recebeu do Faraó quando no Egito esteve com Sara e levou-os para o Neguebe. Haviam ricas pastagens. As vacas por certo davam o leite para o povo de Abraão e nos campos floridos de Canaã as abelhas colhiam o nectar para produzir o precioso mel tão apreciado pelos povos primitivos por causa de seu precioso sabor. Deste modo, no fundo no fundo, havia muito leite e mel proporcionado pelas condições ambientais e climáticas da terra de Canaã (Números 13). Mais adiante, em Deuteronômio 26:8-9  Josué faz a seguinte confissão: -"...e o Senhor nos tirou do Egito com poderosa mão, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; e nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel.
 Muitas pessoas que desconhecem o texto bíblico costumam afirmar que a terra era seca e inóspita, mas pelos relatos bíblicos vemos que a terra realmente manava leite e mel.
 O que levou os filhos de Israel ao Egito foi a busca por mantimentos. Havia fome em toda a terra aí incluída também a terra de Canaã provocada pela seca que se abateu sobre toda a terra. (Gênesis 41:56).
 Então, a ida do povo para o Egito não foi porque a terra que manava leite e mel era desértica ou inóspita. Mas, por causa da seca que se abateu sobre toda a terra. Por isso os filhos de Jacó desceram ao Egito para comprar mantimentos. Somente no Egito havia alimentos. Um dos filhos de Jacó chamado José, vendido para mercadores que o levou para o Egito, interpretou um sonho do Faraó que previa 7 anos de fartura e depois 7 anos de seca. O Faraó, constituiu José como Governador do Egito. José, administrou bem os anos de fartura e por conseqüência planejou a alimentação do povo nos anos que se seguiriam de seca. Vendeu alimentos a seus irmãos e em seguida trouxe seu pai, irmãos, sobrinhos e servos no total de setenta pessoas para o Egito. Foram bem recebidos. Receberam boas terras. Quando José morreu se levantou outro Rei sobre o Egito que não conhecera a José. Conclamou o seu povo dizendo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra. (Êxodo 1:9-10). A partir daí começou o ônus do cativeiro do povo Hebreu no Egito. Depois seguiu-se que Deus levantou Moisés para a libertação do cativeiro Egípcio.
 Assim, a questão entre árabes e judeus é muito mais polêmica do que se imagina. O relacionamento foi complicado desde o início. Sempre houve e sempre haverá litígio entre um filho legítimo e um filho bastardo, que o diga os pais. Israel é filho legítimo das promessas. Ismael é filho bastardo da ajuda que Sara quis dar a Deus para o cumprimento das promessas que eram frutos das alianças com Abraão, Isaque e Jacó. Não se pode negar que Ismael é descendente de Abrão e isto os árabes têm reivindicado muito, tanto religiosamente quanto ideologicamente. O argumento, é se dizerem filhos de Alá, por descendente de pai Abraão, pelo que lutam pela permanência na mesma terra, matando e morrendo por este propósito, praticando atrocidades e terrorismo. Certa vez um estudante de Islamismo revelou que o ódio que os mulçumanos nutrem por Israel decorre do fato de que Israel sempre foi desobediente a Alá. Que sempre deu trabalho a Alá. Motivo pelo qual, odeiam tanto ao herdeiro legítimo. É verdade, Israel sempre foi problemático. Mas, é o filho legítimo e o Pai sempre atentou para socorrê-lo e amá-lo, tanto quanto ama a todos os descendentes de Ismael, como já vimos nos textos mencionados no início. Assim, tanto Árabes como Judeus carecem da salvação de Deus que está em Cristo Jesus que por enxerto na figueira verdadeira nos fez o seu verdadeiro Israel: - "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.". (I Pe 2:9). Amem.


Augusto Bello de Souza Filho
Bel em Teologia

Postado por José simião
04/12/2011