quarta-feira, 20 de abril de 2011

VOCÊ SABIA DISSO?







A igreja Católica Romana, por bem que dissimule, não parece ter esquecido ainda os poderes discricionários e, até, sobrenaturais que desfrutou no mundo por volta do século XI, quando o Papa Gregório VII (Hildebrando), do alto pedestal do seu trono, desafia: “Somente o Papa tem o direito de usar as insígnias da realeza” e “O Papa é a pessoa deste mundo cujos os pés os príncipes e soberanos do mondo devem beijar”, e mais “ O Papa tem autoridade real”; “O Papa não pode ser julgado por ninguém” e mais: “Só a igreja de Roma não tem errado, nem errará já mais, segundo as escrituras”. Não sabemos a quais escrituras se referia “sua santidade”, pois as que conhecemos e que pertencem ao domínio publico nunca expressaram tal heresia. E dizia mais, o bufão: “O Papa tem o direito de absolver e libertar os súditos do juramento de fidelidade aos seus soberanos”. E para provar que não estava brincando: “Quando excomungou o imperador alemão Henrique IV, fez que este transpusesse os Alpes e se apresentasse a ele, no castelo de Canossa, descalço, em hábito de penitente e esperasse por três dias ao relento, no rigor do inverno, quando foi admitido e teve que entregar a coroa, reconhecendo-se indigno dela Só então foi absolvido”. “Por sua vez, O Papa Inocêncio III excomungou o rei João, da Inglaterra, desobrigou de obediência os seus súditos, o fez descer do trono e doou seus territórios ao rei da França. O rei João agora conhecido como João sem terra, submeteu-se e entregou o reino em feudo ao Papa, de quem passou a ser vassalo” Esse Papa, como devem estar lembrados, foi quem organizou um braço da sua quarta Cruzada e ordenou a matança de todos os seguidores da seita dos Cátaros e Albigenses, religiosos de alta espiritualidade, sediados no sul e no centro da França. Por essa época esse mesmo Papa ensaiava a criação do Império Mundial da Santa Sé e via com suspeita o crescimento do prestigio dessa seita no meio do povo. “Mais recentemente tivemos o silabo de Pio IX, que é a negação de todas as conquistas da civilização. Com a condenação do liberalismo, da liberdade de consciência, de toda espécie de racionalismo, da independência recíproca entre a Igreja e o Estado e do casamento civil. Indiretamente, ele assegura a infalibilidade do Papa ,o direito exclusivo do reconhecimento dos governos civis pela igreja Romana, a ilegalidade das demais religiões, a completa independência Papal o poder de coação da igreja de Roma e seu domínio absoluto sobre a educação a ciência e a literatura”; Por ai se pode ver o poder que a igreja Romana desfrutou na idade média, entronizando e destronando reis a seu bel prazer, de acordo com as suas conveniências e apetites .

Hoje, ela sente saudades desses tempos de esplendor e glória que lembram “a” fantasia de um filme das “mil e uma noites” e se esforçam para reconquistar, em todos os paises, o poder que desfrutou no passado e realizar o grande sonho Papa Inocêncio III. E, para alcançar seus propósitos seus padres e bispos, que nunca se importaram com as desditas do povo pobre, hoje se infiltram em seus movimentos por melhores condições de vida e, a pretexto de ajudá-los, açulam-nos contra as autoridades constituídas, afim de criar o caos e a ingovernabilidade e tirar daí os seus dividendos. São eles, hoje, os pescadores das águas turvas. Enquanto tiverem acesso aos cofres públicos, sempre tiveram ao lado do governo, contra os interesses do povo; hoje, como as tetas do governo vão secando parar eles, na medida em que os governantes vão compreendendo que o dinheiro do povo deve ser devolvido a este em serviço e bens, dão deu ultimo grito, no estertor da morte, dizendo que agora fizeram opção pelos pobres. Assim, infiltram-”se nos movimentos populares dos “sem terra”, dos “sem teto”, dos” “aposentados”, das “donas de casa”, e quantos “sem” existi através dos seus locai os no sindicalismo e nas suas organizações clericais, e , no bojo das reivindicações daqueles que levam sem que o percebam os incautos trabalhadores, sub-repticiamente as sua pró pias reivindicações. E, na sucessão dessas campanhas reivindicatórias “dos sem” vão pouco a pouco, se aboletando no poder, ora pessoalmente, ora por interpostos testas-de-ferro, dóceis as sua ordens. Recentemente, Bispos dessa igreja procuram político Brasileiro nacional a fim de lhes propor e convencer “das vantagens, para o nosso pais e para o nosso povo” –Diziam eles- da Igreja Romana empoçar o Presidente da Republica, os governadores, prefeitos e deputados eleitos pelo povo.

Como se vê, o lobo perde o pelo “mas” não perde o vicio se esse ranço da idade Média fosse aceito pelos nossos políticos, a pose dos representantes do povo só se daria se os representantes dessa igreja estivessem dispostos a empossá-los, como é quando quisessem fazê-lo e se não viessem na posse do representante eleito pelo povo nenhum inconveniente para os interesses, ainda que subalternos da sua igreja. Como se pode ver, eles ainda brincam com a inteligência dos nossos políticos.

Mas, afinal, para que a igreja Romana deseja tanto o poder? Não será para reeditar aqui os mesmos atos de selvageria praticados contra cidadãos inocentes e indefesos da Europa e da Ásia durante a idade Média, com a sua inquisição e as sua Cruzadas? Ou ainda, para fazer aqui o mesmo que fez na Polônia, quando tomou o poder aos comunistas provocando a paralisação das indústrias com a conseqüente desorganização da economia do pais e precipitando uma onda avassaladora de desemprego, com a instalação da fome em todos os lares, a prostituição, o proxenetismo, os suicídios, o contrabando, o narcotráfico, os assaltos, os seqüestro, o que nunca acontecera antes sob o governo dos comunistas? Ou, ainda, fazer aqui o mesmo que faziam os governos fantoches de Fulgêncio Batista, Anastácio Somoza, Ferdinand Marcos e tantos outros ditadores das Américas: o prostíbulo dos norte americano, onde alem das mulheres do povo, também meninas e meninos eram obrigados a se prostituir em troca de um prato de comida, tudo sob os olhos complacentes dos padres e bispos da Igreja Católica Apostólica Romana? Esses governantes, se assim se pode chamar esses seres repugnantes, procuravam, por todos os meios ao seu alcance, manter os privilegio das empresas norte-americanas e da Igreja Romana em seus paises. Até ai nunca se ouviu a voz de “sua santidade” para reprovar tanta infâmia e covardia, mas ela não tardou s se fez presente quando o Comandante Fidel Castro tomou o poder em Cuba, restaurou a dignidade do povo e do seu pais, acabou
com o bordel dos yankees e também dos padres e bispos da Igreja Romana e os pos a correr.



TEXTO EDITADO POR

José Simião

20/04/2011